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SINOPSE
Essa é a estória de pessoas que compartilham alguns anos de suas vidas dentro de um pequeno espaço. Elas poderiam ter tomado outros caminhos, talvez nunca teriam se encontrado, milhões de combinações possíveis. No entanto, estão ali. Lá fora, o mundo está um caos e poucos têm coragem de sair de suas casas. Mas amanhã será um novo dia! Amanhã! Quando todos viverão outra época da humanidade.
FICHA TÉCNICA
Direção e atuação: Assis Benevenuto, Ítalo Laureano, Marcos Coletta e Rejane Faria
Texto: Assis Benevenuto e Marcos Coletta
Criação de Cenário: Daniel Herthel
Assistente de Cenotécnica: Colibri
Figurino: Paolo Mandatti
Criação de Luz: Marina Arthuzzi
Operação de Luz: Marina Arthuzzi e Maria Mourão
Trilha sonora original: Marcos Coletta
Arranjo e Assessoria musical: Sérgio Nicácio
Oficina em Feldenkrais e Direção de Movimento: Jimena Castiglioni
Design Gráfico: Marcos Coletta
Produção: Maria Mourão
Realização: Quatroloscinco - Teatro do Comum
Temporada de estreia do segundo espetáculo de longa duração do Quatroloscinco.
Primeiro espetáculo do Grupo Bagaceira de Teatro a estrear na rua, “Por que a gente não é assim? ou Por que a gente é assado?” é um retrato irônico das transformações pelas quais a sociedade vem passando nos últimos anos, com intensa multiplicação de identidades, valores e tribos.
Numa analogia ao mundo animal, o espetáculo expõe de forma humorada as crises humanas, desde as mais solitárias aos embates sociais. Mostra o homem como o bicho que está sempre refazendo as regras do jogo, reinventando ídolos e prometendo a si mesmo mudanças profundas para o dia seguinte.
Para dar conta da rotina caótica e dos novos desafios, os personagens são obrigados a se transformar rapidamente, trocando de máscaras e atitudes o tempo inteiro, numa combinação maluca. Na tentativa de se adequarem às máscaras que criaram para si, todos vão revelando suas estranhezas e excentricidades.
Através de situações esdrúxulas, a peça eleva ao extremo absurdo a bagunça que se passa na cabeça de cada indivíduo, tentando construir um projeto de vida para si, mas se atrapalhando diante de diante de tantas referências e de tanta informação.
Em 2011, o espetáculo participou da VII edição do Festival de Teatro de Fortaleza e do Viradão Multicultural do Recife.
Três atores entram em cena para interpretar Meire um, Meire dois e Meire três, jovens prostitutas de cerca de 15 anos de idade. A peça sugere a vida árida dessas meninas, cujos se materializam no palco na forma de sacos plásticos, que os atores enchem a todo momento e que ficam acumulados no palco, formando imagens plenas de sentido. Ora, são meros sacos de quem cheira cola, ora formam o oceano cuja travessia é tão desejada pelas meninas para ir embora com seus príncipes, os quais nunca chegam.